City of Love: Capitulo Um

♥ City of Love ♥
Escrita por: Alera
Capitulo Um: A Chegada


–Débora, vai logo dormir- Darcy Viana insistia para sua filha ir dormir, pois a mesma tinha que acorda bem cedo para ir ao aeroporto.

–Ai mãe, só mais um cinco minutos- Débora pediu voltando sua atenção a tela do computador onde via pelo Skype suas duas melhores amigas. Débora teve vários amigos, mais ninguém se comparava com a Thati e Milena.

Thati era quem tinha mais cultura, pois já tinha viajado bastante e tinha ótimo dedo para moda. Milena tinha uma mente pervertida e gostos estranhos para os outros e Débora era tímida mais por trás disso existia uma verdadeira diabinha. Já imaginou as três juntas?

–Eu to tão animada para ver vocês- Dizia Débora com um enorme sorriso.



–Só você, por que não estamos animadas- Disse Thati pelo computador, dando um olhar de desinteresse.




–Credo Thati- Débora riu, mais no fundo estava muito nervosa.




–Finalmente você vai vim morar com a gente, Debby- Milena sorriu ao dizer tais palavras e der repente ela apareceu com uma língua de sogra dando uma para Thati e ai assopraram fazendo Débora rir e quase chora- Agora vai dormir sua coala, a gente se ver amanha.




–Ok, até amanha.




Débora desligou o computador e foi se deitar na sua cama suspirando alto pegou seu celular e viu as horas, eram oito e meia da noite. Antigamente, nesse horário iria dormir até tarde mais hoje não, hoje seria seu ultimo dia no Pará. É isso mesmo, Pará. Débora Viana morava no Pará e sempre sonhou em sair desse lugar parado e suas duas melhores amigas conseguiram fazer isso primeiro, indo para São Paulo.


No começo ficou com triste e quando as viu atravessarem o portão de embarque, caiu no choro. Agora com 17 – faltando alguns dias para fazer dezoito- seus pais finalmente liberaram sua ida. Séria difícil dormir em toda aquela ansiedade e estava com vontade de vomitar de tanto que estava nervosa. Mais amanha começava seu sonho.

~*~

O sol ainda não havia raiado mais Débora já estava acordada terminando de se arrumar, seu pai estava pegando as suas malas e colocando no porta-malas. A morena não conseguia conter o sorriso que crescia em seu rosto, estava muito feliz mais ao mesmo tempo triste por deixar sua família.

–Já esta pronta?- Disse a mãe de Débora entrando no quarto.


Débora concordou com um sorriso amarelo, por que era tão difícil despedidas? Encarava sua mãe e era como já tivesse sentindo saudade dela.


–Não acredito que você vai embora- Disse Darcy com voz de choro.



–Ah mãe, não chora- Débora pediu sentindo seus olhos arderem- Eu vou falar todo dia com a senhora pelo Skype, sabe usar o computador né?




–Sua irmã vai me ajuda- Conclui ainda olhando para filha- Vamos antes que eu te impeça de ir e te tranque em casa.



Débora riu seguindo sua mãe e saiu do quarto dando uma ultima olhada, por algum motivo sentiria falta daquele lugar e então fechou a porta.

Ela entrou no carro e sorriu para seu pai, como ele estava ficando velho. Logo estava na estrada para o aeroporto e ainda eram quatro e meia da manha, chegaria a tempo do seu embarque. O vento frio batia no rosto de Débora fazendo imaginar como séria estar em São Paulo? E ainda mais com suas amigas... Ah, isso séria divertido.
Quando chegou ao aeroporto foi o maior “chororo” sua mãe, seus irmãos e tios não paravam de chorar e até mesmo Débora que tentava se controlar e abraçava a todos, mais quando seu vôo foi chamado teve que se separa dele e dizer o famoso “Adeus”. Viu que sua mãe chorava ainda mais e mandou um beijo para ela e então atravessou o portão.

~*~


–Caramba, que demais!- Ela exclamou enquanto olhava cada canto do avião, nunca havia estado em um avião antes e olhando agora queria estar nele uma vez por mês.



–Com licença, tem alguém sentado aqui?- Uma voz grave perguntou fazendo Débora olhar e ver um homem que devia aparentar vinte e dois anos lhe lançar um sorriso completamente apaixonante.




–Na-não- Droga! Por que gaguejou?




Débora mordeu os lábios observando o homem se sentar ao seu lado, sentiu seu coração bater mais rápido.



“Ele é muito lindo, wow” Assim Débora pensou.



–Você parece nervosa- Disse o homem dando uma risada- Sua primeira vez de avião.



“E primeira vez falando com alguém totalmente gato” Ela conclui em pensamentos.



–Sim, eu to meio nervosa- Ela sorriu envergonhada




–Hum, no começo é assim mesmo. Eu me chamo Will Allen- Will estendeu sua mão para Débora que demorou um pouco para apertá-la.




–Ah, eu sou Débora Viana- Disse constrangida,



E assim se iniciou uma conversa incrivelmente agradável que durou metade do vôo inteiro.


~*~





Quando desembarcaram Débora ficou completamente perdida, quase surtou ao achar que havia perdido suas malas mais felizmente conseguiu achá-las. Havia muitas pessoas no aeroporto e estava bastante calor.


–Isso aqui parece uma lata de sardinha!- Ela resmungou tentando passar pelas pessoas que as empurravam- Ó meu povo, da licença aqui? Cadê essas vacas?



–Existe uma fazenda não muito longe daqui- Disse um homem estranho para Débora que ergueu a sobrancelha com aquilo.




–Ah, não meu senhor. Não estou me referindo a esse tipo de vaca e sim humana, mais valeu- Débora sorriu e começou a caminhar para do aeroporto onde viu um carro prateado estacionado à frente.




–DÉBORA- Thati e Milena gritaram fazendo Débora de primeiro arregalá-la os olhos e gritar e correr até elas para um abraço no qual todos pararam par olhar.




–Meu deus, como você engordo- Disse Thati assim que o abraço se cessou




–Ta louca, mana?- Débora ria de si mesma - Vocês não tem idéia de como to cansada, acho que a única coisa demais que eu vi foi o cara gato que se sentou do meu lado... E ai, vamos pega um taxi?




–Pra que taxi, se temos um carro?- Milena indagou abrindo a porta do motorista e se sentando- Dá só uma olhada no bebe.




–É de vocês?




–Não, é da escola da Thati.




–Era para eu levar pra lavar- Thati deu uma piscada e logo entrando no carro, se sentando ao lado da amiga- Entra logo.



Débora deu uma gargalhada e entrou no carro. Sentia-se em filme, mais não saberia se citar qual e disser que tava adorando era muito pouco comprado com a alegria que sentia.


~*~


Assim que chegou ao apartamento ficou maravilhada o como era lindo e todo decorado, com certeza Thati havia decorado já que era a cara dela. O quarto havia uma cama de casal e um beliche, era uma estratégia legal. Cada semana uma dormia na cama de casal. Depois de um longo banho e comer bastante, percebeu que tinha que dizer a sua mãe que esta bem.


–Cadê a Thati?- Perguntou assim que saiu do quarto



–Foi resolver um assunto- Milena respondeu enquanto cozinhava



~*~


E no caminho da escola de teatro, Thati brigava com seu namorado, Nathan que fazia curso de engenharia e era um cara um tanto... Esquentado.


–Cala a boca, Nathan- Thati ordenou caminhando mais rápido.



–Eu to de saco cheio desse relacionamento, você praticamente não ta nem ai- Nathan gritava de volta chamando a atenção, mais Thati nem ligou e continuava a caminha rezando para chegar ao faculdade o mais rápido e a falta de interesse da loira fez Nathan ficar com raiva, com isso ele segurou o pulso dela com força fazendo-a para e encará-lo- Da para me escutar, sua garota estúpida.




–Me solta- Thati ordenou tentando puxar seu braço




–Você se acha boa demais pra mim, não é?- Ele perguntava cada vez se aproximando e apertando o pulso dela.




–Me larga- Agora ela gritava tentando empurrá-lo



–Larga ela, antes que eu chame a policia- Disse uma voz surgindo nada


Thati encararou aquele homem e ele fazia o mesmo gesto que ela, Nathan soltou ela e se afastou xingando-a com todos os palavrões possíveis. A loira ficou massageando o pulso, estava completamente envergonhada.


–Você esta bem?- O homem perguntou se aproximando dela.


–Eu to legal, obrigado- Thati agradeceu e voltou a seguir seu caminho.


Thati sabia que uma hora seu namoro iria para o espaço, mais isso foi mais vergonhoso do que imaginava. No fundo esperava que aquele cara não achasse que Nathan batia nela, pois isso a deixava mais corada. Ao chegar a faculdade -no qual o diretor do teatro havia chamado em uma hora muito inoportuna- foi direto para a sala onde todos estavam reunidos.

Não demorou muito para seu diretor chegar- um cara de cinqüenta anos, que era gay- e foi direto ao ponto.

–Me perdoem por chamar todos há essa hora, mais quanto mais cedo melhor- Ele disse dando uma risada super estranha- Bem, amanha eu vou viajar com o meu marido e eu com certeza iria embora sem avisar mais não posso fazer essa desfeita com vocês.


–Falso- Thati sussurrou com um risinho.



–Então conheçam seu novo diretor.



Dizendo isso, um homem alto que aparentava ter quarenta anos, tinha alguns cabelos brancos e tom de pele um pouco bronzeado e dono de lindos olhos cinza se fez presente dentro da sala com um lindo sorriso encantando a todas que estavam ali... Menos Thati que olhava para o cara que havia salvado do seu ex-namorado.


~*~


–Debby, vai compra uma caixa de suco- Milena gritou indo até a Débora- O dinheiro ta em cima da bancada, eu vou tomar banho... Ah, suco de goiaba.


Débora que estava lendo se levantou, ou melhor, se arrastou do sofá até a bancada e sair da casa. Não era burra, podia ter um mercado aqui perto, pois tinha visto um no caminho para sua nova casa.

Era divertido dividir o apartamento com suas amigas, mais no fundo sentia saudade de casa mais não voltaria, estava adorando aquele mundo estranho. E amanha começaria a procurar um emprego de meio período para ajudar nas despesas, quem diria que deixaria de ser preguiçosa e tudo graças a suas amigas.
Assim que passou por uma cafeteria viu a placa de ”Precisasse de garçonete” sorriu feliz, agora parecida cada vez mais com um filme. E a sorte estava do seu lado, quando entrou na cafeteria conversou com uma mulher chamada Miranda que a entrevistou e no final acabou contratando Débora que ficou super feliz e começaria amanha. Quando ia abrir a porta da cafeteria para ir embora, ela foi ao seu encontro batendo fortemente na sua testa fazendo-a cair deixando espalhar o dinheiro do suco.

–Olha por ande anda- Disse uma voz masculina que ao mesmo tempo era grave e rouca.


Débora olhou para frente e viu um lindo homem, ele era realmente lindo que duvidou de si achado que tinha batido a cabeça com muita força mais no fundo sentiu raiva do modo como ele a tratava. Porra, ele havia machucado.


–Olha você seu idiota- Débora gritou se levantando do chão e encarando o tal homem que era bem alto, era uma cena engraçada para quem via.



–E ainda tem a coragem de me contesta- Ele riu mostrando seus dentes brancos e perfeitos- Saia da minha frente.




–Você tem um nariz bem empenado, sabia?- Débora ditou- Pessoas educadas deviam pedir desculpas, sabia?




–Você por acaso trabalha aqui?- Ele perguntou inesperadamente olhando a morena de cima a baixo, como se a despisse.




–Sim, e isso te interessa?




–Sim, por que você devia respeitar o seu chefe- Ao dizer aquilo, ele deu um sorriso como se estivesse se divertindo com a desgraça da Débora que se perguntava como havia acabado de falar mal seu patrão.






♥ Continua 

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